Como ler com velocidade e qualidade: uma entrevista com Ronaldo Ferraz, do Superfície Reflexiva

Já viram o balanço cultural 2007 do Ronado Ferraz, autor do Superfície Reflexiva? Durante o ano em questão ele foi capaz de ler um total de 68 livros, ou seja, mais de um livro por semana, visto que um ano possui 52 semanas.

No post intitulado “Lendo mais” o Ronaldo comenta: “por hábito e gosto, consigo ler um livro de 350 páginas em cerca duas horas – dependendo, é claro, da densidade do conteúdo.” Interessante, não?

Conversei com o Ronaldo e fiz algumas perguntas com o objetivo de obter algumas dicas para ler mais e melhor. Espero que aproveitem!

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Escrever bem é unicamente uma questão de treino

Muitas pessoas dizem que escrever é uma tarefa trabalhosa e difícil. Algumas dizem que não possuem talento e outras são verdadeiras o suficiente para dizer que o motivo que as impede de escrever com mais frequência é a preguiça.

E todos esses motivos são falsos, com exceção da preguiça. Para essa não há gramática ou qualquer outro elemento da língua que a faça desaparecer. E pouca ou nenhuma relação com o ato de escrever ela possui.

A verdade é que para escrever não é necessário nenhum tipo de talento especial ou dom de qualquer espécie. Escrever bem é unicamente uma questão de treino.

O que acontece é que algumas pessoas treinam tanto que tornam-se capazes de escrever livros, roteiros para filmes, matérias para revistas ou jornais, críticas etc. Mas tudo continua sendo basicamente treino e estudo, escrita e leitura.

E a leitura é, de fato, o melhor caminho para quem deseja escrever com qualidade. Vocabulário, gramática e personalidade: todos esses elementos estão presentes nos livros.

E isso é tudo o que você precisa para escrever bem e exorcisar boas linhas com a caneta ou o teclado.

R.A. Salvatore e O Vale do Vento Gélido

Eu sou um grande fã de livros e autores de fantasia épica e ficção fantástica, em especial trilogias.

Conviver com os mesmos personagens ao longo de três ou mais livros cria uma experiência de leitura que muitos outros gêneros literários sequer se aproximam. E uma experiência rica eu tive ao ler a trilogia O Vale do Vento Gélido.

A trilogia, ambientada no cenário Forgotten Realms, é repleta de ação, reviravoltas desconcertantes e heróis extremamente brutais. E com certeza Drizzt Do´Urden é o meu favorito entre eles, um elfo drow com duas cimitarras mortais e uma precisão cirúgica em combate.

O anão Bruenor, o bárbaro Wulfgar, o halfling Régis e o assassino Artemis Entreri, arqui-inimigo de Drizzt Do´Urden, são alguns dos outros responsáveis por uma aventura que percorre parte significativa dos reinos esquecidos.

Guerras, expedições incertas, combates violentos, dragões e magia são alguns dos componentes dessa grande trilogia.

O autor R.A. Salvatore é extremamente hábil em suas narrativas e já escreveu mais de 20 livros tendo Drizzt Do´Urden como protagonista. Possui predileção pela ação e é um mestre em criar situações críticas, mas também investe numa excelente descrição de cenários e ambientes.

Estou muito tentado a ler outras obras do autor e outros livros sobre o cenário Forgotten Realms.

Para quem se amarra no gênero eu recomendo a leitura dessa trilogia, é realmente excelente. Que venha agora Dragonlance, que também possui uma quantidade imensa de novelas e romances publicados. E aqui fica a minha dica!

Grande abraço e até breve!

A supremacia literária de “O Senhor dos Anéis”

Finalizei no domingo o último volume da trilogia de O Senhor dos Anéis, intitulado O Retorno do Rei. Não lembro o dia exato em que iniciei a leitura da trilogia, mas acredito ter lido os 3 volumes em aproximadamente 3 meses.

Passados alguns dias do final de leitura ainda continuo ponderando o quão maravilhoso foi dedicar muitas(!!!) horas lendo essa obra. É absolutamente supremo e, mais ainda, incrivelmente imperdível!

Alguns amigos já haviam lido O Senhor dos Anéis e falado com entusiasmo sobre suas experiências durante a leitura mas eu, infelizmente, só iniciei essa leitura aos 23 anos de idade. Ao menos não vou morrer sem ter lido!

E na verdade eu acho que nenhum ser humano deveria morrer sem ter lido O Senhor dos Anéis. Lembro que, antes de iniciar a leitura, eu li atrás de uma das versões em volume único da obra, na última capa, algo como: “O mundo está dividido entre aqueles que já leram O Hobbit e O Senhor dos Anéis, e os que ainda não leram”. E agora vejo como essas palavras fazem todo sentido! :)

Eu também li O Hobbit e achei absurdamente fantástico. As conexões existentes entre as obras enriquecem de forma brutal toda a trama presente em O Senhor dos Anéis. Que cabeça Tolkien tinha, meus camaradas!

Conforme o final da trilogia aproximava-se e a comitiva fazia a sua viagem de volta, passando por todos os lugarem da Terra Média onde acontecerem eventos importantes da demanda, eu tive uma idéia clara da quantidade enorme de cenários e locais onde estive durante toda a minha leitura/aventura.

Quem lê essa obra passa a conhecer tantos lugares fantásticos e que foram tão bem descritos que quase chega a acreditar que tudo aquilo era real e, de fato, existia. Essa é a magia presente em grande obras.

E no final de tudo o que sobra é apenas uma grande saudade e a vontade de perambular ainda mais pela Terra Média.

J. R. R. Tolkien e os 70 anos de “O Hobbit”

Depois de ler uma série de livros sobre temas como Usabilidade, Web Standards, Getting Things Done(GTD), entre outros, eu resolvi mudar um pouco os ares e conhecer a obra de John Ronald Reuel Tolkien. O pensamento que logo me acometeu foi que deveria ter tomado essa atitude a muito mais tempo, tamanha a satisfação que senti ao entrar em contato com os escritos fabulosos desse grande autor.

Tolkien foi um ser humano com uma mente privilegiada, sem sombra de dúvidas. Criou um mundo à parte, paralelo, com um poder de atração atemporal e extremamente convincente em seus detalhes e descrições. A esse mundo paralelo chamou Terra Média.

É na Terra Média que acontece a saga narrada em O Hobbit, livro publicado em 1937, exatamente 70 anos atrás. A obra é considerada o prólogo do fascinante e diabólico O Senhor dos Anéis, obra mais conhecida de Tolkien e um dos best sellers de maior sucesso em todos os tempos.

Para quem assistiu a trilogia de “O Senhor dos Anéis” a leitura de “O Hobbit” pode ser muito enriquecedora. Nele descobrimos, por exemplo, como Gandalf tornou-se amigo de Bilbo Bolseiro e como o próprio Bilbo tomou posse do Um Anel, o poderoso artefato ao redor do qual gira toda a trama presente em “O Senhor dos Anéis“.

Essas e muitas outras revelações emprestam ao enredo uma riqueza estonteante e são capazes de fazer qualquer camarada mergulhar fundo nas antigas histórias e lendas da Terra Média. Imperdível!

“Em um buraco no chão vivia um hobbit…”

Os eventos narrados em “O Hobbit” antecedem em aproximadamente 60 anos a história contada na série “O Senhor dos Anéis” e por isso o livro é considerado o prólogo da mais famosa obra de J. R. R. Tolkien.

O Hobbit narra a saga de Bilbo Bolseiro, um hobbit preguiçoso e que nunca pensara em se meter em aventuras através das terras selvagens além do Condado onde morava, até que um dia o mago chamado Gandalf e 13 anões (Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dori, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin Escudo-de-Carvalho) o tiram de sua confortável toca de hobbit e o levam para uma fantástica aventura da qual Bilbo pouco ou quase nada sabia.

A história é repleta de elementos surpresas, inúmeras mudanças de cenários e muitos perigos, o que me fez ficar preso às páginas até o fim do livro, sem tempo para descansar, pois os inimigos estavam por todos os lados e a busca tinha um nobre fim: recuperar a dignidade e a riqueza dos anões de eras anteriores, que haviam sido roubadas pelo dragão saqueador conhecido como Smaug.

Em pouco tempo de leitura já estava me sentindo obsolutamente parte de toda a história, acompanhando cada passo dos viajantes através de terras estranhas e longínquas. Se você pensa ou já pensou em ler “O Senhor dos Anéis” mas ficou receoso com o tamanho dos 3 volumes do livro então talvez seja uma ótima idéia começar por “O Hobbit” e ter uma idéia do tipo de diversão de altíssimo nível que você encontrará quando estiver lendo.

Recomendo vivamente a leitura de “O Hobbit” por todos. A experiência que tive ao ler essa obra foi diferente de todas as outras, foi única. A profundidade de atenção e imersão na história que alcancei enquanto passava por cada uma das páginas foi algo fantástico. Se ler é viajar então conhecer a Terra Média e alguns de seus acontecimentos mais importantes é um roteiro indispensável.

Atualmente eu estou no segundo volume de “O Senhor dos Anéis” e sinto que vou terminar a trilogia muito antes do que imaginava, visto o gosto que tomei pela obra de Tolkien. Falaremos um pouco sobre o assunto por aqui. Agora preciso partir, pois o olhos do inimigo não descansam e vigiam a tudo e a todos sem trégua.

Até breve nobres irmãos!

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