Alow garotada! Aqui estou para falar mais um pouco sobre os resultados positivos que alcancei com a utilização do Getting Things Done como minha ferramenta de produtividade pessoal.
Nessa segunda parte eu pretendo abordar uma característica que considero um dos maiores trunfos do GTD, a linha tênue que divide o sucesso do fracasso quando estamos tentando nos organizar e realizar nossas tarefas sem vacilar: as listas de contextos.
Grande parte das pessoas que decidem se organizar melhor afim de tornarem-se mais produtivas dá início ao processo tomando uma atitude positiva, mas pouco eficiente a longo prazo: a criação de uma lista do tipo “coisas a fazer”. Objetivando organizar essa lista criada e localizar suas diversas tarefas e ações no espaço e no tempo elas partem para uma segunda fase do plano de organização: uma lista de “coisas diárias a fazer”.
Eu já fiz diversas dessas listas e já vi inúmeras pessoas fazendo-as também, mas nunca obtive resultados maiores do que um alívio e uma sensação de organização que duraria, no máximo, alguns dias. E vou explicar o motivo pelo qual isso acontece.
O problema das listas diárias de coisas a fazer
Listas diárias de coisas a fazer não são realmente eficientes pois o nosso fluxo de trabalho diário se reconfigura a todo momento. Se você é casado e tem filho(s) certamente sua esposa vai ligar durante o dia e pedir para que você pegue as crianças em algum lugar ou passe no supermercado para comprar algo que esteja faltando. Um amigo vai te pedir um favor de última hora ou seu chefe vai solicitar algo com urgência.
A quantidade de novos insumos que não estavam na sua lista de ações do dia e que fatalmente vão surgir torna praticamente impossível você conseguir executar as tarefas de sua lista exatamente da maneira como planejou com antecedência. Quando criamos “listas diárias de coisas a fazer” esquecemos de levar em conta que o fluxo de trabalho diário pode ser, e geralmente é, reconfigurado a cada hora, todos os dias.
O papel das listas de contextos no GTD
O GTD possui uma abordagem excelente para trabalhar de acordo com essa realidade: tratam-se das chamadas listas de contextos. Na metodologia Getting Things Done entende-se como contexto qualquer elemento necessário para a realização de determinada tarefa.
Dessa forma o seu escritório deve ser encarado como um contexto particular, pois existem tarefas que você só poderá realizar quando estiver nele. Da mesma forma existem tarefas e assuntos que só poderão ser tratados na presença de sua esposa(um outro contexto!) e ações que só poderão ser realizadas quando você tiver acesso a um telefone(outro contexto!) ou a um computador conectado à internet(e mais outro!).
A abordagem eficiente do Getting Things Done
Listas de contextos são muito providenciais pois nos permitem visualizar rapidamente as ações que precisamos realizar quando, por exemplo, tivermos um aparelho telefônico em mãos. Listas diárias de coisas a fazer não levam em consideração diferentes contextos nas quais as ações estão inseridas e isso faz com que não tenhamos uma idéia clara do quanto estamos administrando satisfatoriamente todos os nossos campos de responsabilidade, entre eles nossa família, trabalho, amizades, blogs, telefonemas e vai e vai.
A criação de listas de contextos pode acontecer ad hoc, o que significa que podemos e devemos ter quantas listas precisarmos para gerenciar todos os nossos compromissos nos mais variados contextos.
Utilizando listas de contextos é bem possível que, caso sua esposa lhe peça para ir ao supermercado, você dê uma olhada rápida no seu contexto “rua” e descubra que pode aproveitar essa mudança surpresa de rota para realizar outras tarefas no caminho. Você pode, por exemplo, aproveitar para passar na locadora e alugar aquele filme que a muito tempo você pretende assistir ou então dar um pulo rápido no chaveiro ao lado do supermercado para fazer uma cópia da chave do seu armário.
Concluindo
Esse é o poder presente nas listas de contextos. Se essas listas não existissem certamente você ficaria perdido ao precisar ir ao supermercado de surpresa e abandonar o seu roteiro de ações previstas para o dia. O GTD prevê qualquer tipo de mudança no curso normal das suas atividades diárias e te permite fazer escolhas rápidas de novas ações a cada vez que o seu fluxo de trabalho é reconfigurado.
Ainda escreverei mais um ou dois artigos para falar um pouco mais sobre outras listas e estratégias perspicazes que o GTD fornece para sermos produtivos ao máximo. Também gostaria de falar um pouco sobre a ferramenta que venho utilizando para gerenciar todo o meu inventário de ações, o Remember The Milk.
Grande abraço e até mais!
Parabéns pelo post, estou muito interessado em comprar o livro, e agora fiquei mais ainda, pois comecei a enteder como vai funcionar a coisa.
Valeu.
Até mais !!!
Fala Nelson!
Obrigado pela presença e comentário positivo. Gostei de saber que o artigo criou um maior interesse em você com relação ao GTD.
Vai fundo que sem dúvida é algo válido e uma grande ferramenta de produtividade pessoal.
Grande abraço!
Olá André!
Ficou muito legal! Pelo que vi, você já está com sua implementação do GTD a pleno vapor!
Vou até atualizar minha lista de projetos aqui
[]‘s
Uauuuuuuu….
Continua com mais posts André, sinceramente tem sido legal aprender este método…
abraços…
Muito bom mesmo!
Muito bacana, conheci o seu blog atravez do mude. Estou numa fase ou eu mudo realmente ou o caos vai se transformar em uma coisa maoire sem controle. Parabéns. Abrçs.