J. R. R. Tolkien e os 70 anos de “O Hobbit”

Depois de ler uma série de livros sobre temas como Usabilidade, Web Standards, Getting Things Done(GTD), entre outros, eu resolvi mudar um pouco os ares e conhecer a obra de John Ronald Reuel Tolkien. O pensamento que logo me acometeu foi que deveria ter tomado essa atitude a muito mais tempo, tamanha a satisfação que senti ao entrar em contato com os escritos fabulosos desse grande autor.

Tolkien foi um ser humano com uma mente privilegiada, sem sombra de dúvidas. Criou um mundo à parte, paralelo, com um poder de atração atemporal e extremamente convincente em seus detalhes e descrições. A esse mundo paralelo chamou Terra Média.

É na Terra Média que acontece a saga narrada em O Hobbit, livro publicado em 1937, exatamente 70 anos atrás. A obra é considerada o prólogo do fascinante e diabólico O Senhor dos Anéis, obra mais conhecida de Tolkien e um dos best sellers de maior sucesso em todos os tempos.

Para quem assistiu a trilogia de “O Senhor dos Anéis” a leitura de “O Hobbit” pode ser muito enriquecedora. Nele descobrimos, por exemplo, como Gandalf tornou-se amigo de Bilbo Bolseiro e como o próprio Bilbo tomou posse do Um Anel, o poderoso artefato ao redor do qual gira toda a trama presente em “O Senhor dos Anéis“.

Essas e muitas outras revelações emprestam ao enredo uma riqueza estonteante e são capazes de fazer qualquer camarada mergulhar fundo nas antigas histórias e lendas da Terra Média. Imperdível!

“Em um buraco no chão vivia um hobbit…”

Os eventos narrados em “O Hobbit” antecedem em aproximadamente 60 anos a história contada na série “O Senhor dos Anéis” e por isso o livro é considerado o prólogo da mais famosa obra de J. R. R. Tolkien.

O Hobbit narra a saga de Bilbo Bolseiro, um hobbit preguiçoso e que nunca pensara em se meter em aventuras através das terras selvagens além do Condado onde morava, até que um dia o mago chamado Gandalf e 13 anões (Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dori, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin Escudo-de-Carvalho) o tiram de sua confortável toca de hobbit e o levam para uma fantástica aventura da qual Bilbo pouco ou quase nada sabia.

A história é repleta de elementos surpresas, inúmeras mudanças de cenários e muitos perigos, o que me fez ficar preso às páginas até o fim do livro, sem tempo para descansar, pois os inimigos estavam por todos os lados e a busca tinha um nobre fim: recuperar a dignidade e a riqueza dos anões de eras anteriores, que haviam sido roubadas pelo dragão saqueador conhecido como Smaug.

Em pouco tempo de leitura já estava me sentindo obsolutamente parte de toda a história, acompanhando cada passo dos viajantes através de terras estranhas e longínquas. Se você pensa ou já pensou em ler “O Senhor dos Anéis” mas ficou receoso com o tamanho dos 3 volumes do livro então talvez seja uma ótima idéia começar por “O Hobbit” e ter uma idéia do tipo de diversão de altíssimo nível que você encontrará quando estiver lendo.

Recomendo vivamente a leitura de “O Hobbit” por todos. A experiência que tive ao ler essa obra foi diferente de todas as outras, foi única. A profundidade de atenção e imersão na história que alcancei enquanto passava por cada uma das páginas foi algo fantástico. Se ler é viajar então conhecer a Terra Média e alguns de seus acontecimentos mais importantes é um roteiro indispensável.

Atualmente eu estou no segundo volume de “O Senhor dos Anéis” e sinto que vou terminar a trilogia muito antes do que imaginava, visto o gosto que tomei pela obra de Tolkien. Falaremos um pouco sobre o assunto por aqui. Agora preciso partir, pois o olhos do inimigo não descansam e vigiam a tudo e a todos sem trégua.

Até breve nobres irmãos!

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Comentários

  1. Marcus VBP disse:

    é, ler algo que não seja técnico é ótimo para “desopilar” e esvaziar um pouco a cabeça.

    Senhor dos Anéis e O Hobbit são alguns dos meus livros preferidos.

    Gostaria muito de ver um filme de “O Hobbit” pela mão de Peter Jackson. Mas parece que Sam Raimi também pode ser o diretor, e este serve também! ;)

  2. Fala Marcos!

    Pois é cara, também estou aguardando ansiosamente a versão cinematográfica de “O Hobbit”. Gostaria que o Peter Jackson fosse o responsável pela direção do filme pois gostei bastante do resultado que ele alcançou em “O Senhor dos Anéis”.

    Mas tenho certeza de que Sam Raimi também fará um excelente trabalho caso venha a dirigir realmente “O Hobbit”.

    Uma coisa é certa: estaremos todos lá para acompanhar a odisséia dos nossos aventureiros e assistir à queda de Smaug.

    Grande abraço e valeu a presença!

  3. Aztronauta disse:

    Realmente “O Hobbit” é uma ótima forma do leitor ter contato com o universo de Tolkien. E “O Senhor dos Anéis” é a melhor forma de continuar essa experiência. Depois disso, só resta ler “O Silmarillion” e “Contos Inacabados”, livros onde ele narra a criação da Terra Média desde o início e expande sua mitologia e histórias de forma considerável. Abraços.

  4. Alow Aztronauta!

    É bom conhecer novos entusiastas do trabalho de Tolkien na Blogosfera. :)

    “O Silmarillion” e “Contos Inacabados” estão em minha lista de próximas leituras. Espero conseguir devorar esse dois livros assim que terminar “O Senhor dos Anéis”. Veremos!

    No mais um grande abraço e apareça sempre!

  5. Ronaldo disse:

    Eu me lembro de ter encontrado um livrinho chamado “The Hobbit” por acaso em uma biblioteca pública quando eu era bem mais novo. Como fantasia sempre foi um gênero favorito e a capa era aquela da famosa imagem do dragão pelo Tolkien, peguei imediatamente. Calhou também de que eu tinha chegado em um ponto do meu aprendizado de inglês no qual eu podia lidar com basicamente qualquer texto e me empolguei completamente com a leitura.

    Eu não conhecia o Tokien na época e só mais tarde fui descobrir que ele tinha escrito também “O Senhor dos Anéis”, uma cópia do qual custei a conseguir para satisfazer a curiosidade. Desde aquela época, leio os livros a cada três ou quatro anos (comecei uma nova leitura a pouco mais de quinze dias).

    “O Silmarillion” e “Contos Inacabados” vieram depois e se tornaram meus favoritos na obra de Tolkien. As estórias desses dois livros são incompletas mas tão cheias de um saudosismo e tristeza por uma era que passou que você quase chega a acreditar na Terra Média.

    Tolkien não é de longe o melhor escritor da fantasia, mas sem dúvida foi o que nos deu a maior oportunidade ao ressuscitar um gênero que de outra forma ainda estaria basicamente morto.

  6. Ronaldo,

    Tenho certeza de que alguém que tenha lido todo o post e em seguida tenha lido também o seu excelente depoimento certamente será tomado por uma vontade ainda maior de conhecer essa obra e todo o resto do universo criado por Tolkien.

    É nesse ponto que se finca a maior representação real da palavra “credibilidade”, penso eu. Nesse post com certeza os leitores encontrarão a melhor referência que podiam desejar sobre uma obra: pessoas discutindo a excelência de um livro e deixando suas mais sinceras impressões pessoais sobre o mesmo.

    Valeu a presença e desejo ler muitos artigos sobre ficção e fantasia lá no Superfície Reflexiva também. :)

    Grande abraço!

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