Saudações, chegou a hora de falar sobre mais algumas listas estratégicas que o GTD nos fornece para obtermos um total controle de tudo o que precisamos realizar. Vamos tratar cada uma delas individualmente, objetivando ter uma visão geral de suas funções e utilidades.
Calendário, o território sagrado
Na metodologia Getting Things Done temos o calendário como uma espécie de território sagrado, imaculado. Nele entram ações que só possam ser realizadas naquele dia ou nunca mais. Algo como uma reunião de trabalho, por exemplo, ou um compromisso de qualquer espécie que não possua flexibilidade de data para a sua execução.
Essa abordagem “radical” para o uso do calendário evita que o usemos de maneira superficial. Muitas pessoas anotam tarefas em sua agenda e não as executam. Dessa forma qual seria a necessidade de usarmos um calendário, não é mesmo?
Essa forma de utilização do calendário pode parecer óbvia e carente de novidades mas o que fará essa iniciativa gerar resultados reais é a utilização conjunta e combinada das várias listas presentes em seu sistema.
Esperando algo? Nunca mais você irá esquecer ou perder de vista!
A lista de espera é uma das que mais gosto. Depois dela nunca mais emprestei Cd´s, livros ou qualquer outra coisa e depois esqueci a quem tinha emprestado. Esse é o espírito dessa lista. Se você emprestou e espera uma devolução, delegou tarefas e aguarda um retorno ou depende de qualquer ação de terceiros para dar continuidade aos seus afazeres utilize a lista de espera.
Algum dia você talvez deseje fazer algo importante, não?
Essa é a lista que pode ser encarada como um baú que irá conter os seus sonhos e desejos mais distantes(até agora!). Jogue nela tudo o que você deseja fazer a médio e longo prazo, sem remorsos. Quer possuir uma coleção de stratocasters daquelas infernais? Põe lá! Uma moto, um apartamento? Ir ao Egito e ver de perto a Pirâmide de Quéops? Saltar de pára-quedas? Na minha lista “Algum Dia/Talvez” tem tudo isso e muito mais.
Essa é uma lista de referência criada para que você não esqueça os seus sonhos e desejos tão facilmente conforme a vida avança. Você não precisa ficar de olho nela todos os dias, pode visitá-la a cada 3 ou 6 meses, dependendo da “distância” a ser percorrida para que você tenha condições de realizar algumas dessas coisas. É, antes de tudo, uma lista de projeção para o futuro e pode servir como algo inspirador, que irá lembrá-lo de algumas metas futuras que você se propôs a alcançar.
Gerencie seus projetos
É útil manter um inventário de todos os seus projetos que devem ser realizados a curto prazo. No GTD entedemos como projeto qualquer tarefa que necessite de mais de uma ação para ser completada, mas particularmente eu não costumo levar essa definição ao pé da letra e só coloco algo em minha lista de projetos quando ele realmente irá me consumir tempo e energia além do normal.
Assim que consulto a minha lista de projetos e tomo a decisão de iniciar algum deles eu imediatamente retiro esse projeto da lista e então o coloco numa nova lista que servirá unicamente para gerenciar todas as ações relativas ao projeto em questão.
E para completar é bom termos um “velho baú”
O “velho baú” ao qual me refiro é a nossa lista de referência. Ela dispensa maiores explanações. Se algo que não necessita de uma ação imediata ou futura chegou até você e mesmo assim você acredita que pode precisar consultar aquilo um dia a solução é enviar para a sua lista de referência. Simples assim!
É isso pessoal, espero ter dado uma idéia geral das estratégias e funcionamento da metodologia Getting Things Done. Sei que, de fato, não fui claro o suficiente, mas os comentários estão abertos para perguntas e sugestões de qualquer espécie.
Até breve!
Olá André, meu inglês não é lá estas coisas, o espanhol até traduzo tranquilo, porém, existiria algum livro em português sobre esta metodologia?
aguardo…abraços…
Fala Vitor!
Esse foi um grande erro que cometi ao escrever essa série de artigos sobre o GTD: eu não citei os livros!
Acho que imaginei equivocadamente que as pessoas que fossem ler esses artigos já estariam cientes da existência desses livros. Um grande engano, desculpe!
Existem dois livros sobre o GTD traduzidos para o português, ambos escritos pelo próprio criador da metodologia, David Allen. O primeiro deles foi traduzido sob o título de “A Arte de Fazer Acontecer” e o segundo sob o título de “Gerencie sua mente não seu tempo”.
“A Arte de Fazer Acontecer” é o livro que considero essencial para a implementação da metodologia. Nele há uma excelente introdução ao universo do GTD e, em seguida, um acompanhamento passo a passo para implementação do seu sistema. Vai nesse que você vai certo!
O segundo livro é bem mais abstrato e se resume a uma coletânea de 52 ensaios e princípios para tornar-se mais produtivo. Também é muito interessante, mas acredito que você não verá muito sentido nele caso não tenha lido “A Arte de Fazer Acontecer” anteriormente.
Muito obrigado pelos comentários nos outros artigos da série. Recomendo também que você participe do grupo de discussão gtdbr. Muitas pessoas com interesses comuns estão por lá discutindo as melhores práticas para tornar-se mais produtivo. Vai lá!
Grande abraço!
Muito legal
valeu mesmo!
Valew, disso que a gente estava precisando!!!